Olá, meus queridos leitores! Confesso que, assim como muitos de vocês, me peguei totalmente imersa na fascinante onda cultural coreana, despertando uma curiosidade imensa pela língua.
Mas para entender verdadeiramente a Coreia, fui além do entretenimento e mergulhei nas suas raízes, percebendo a importância crucial do seu sistema educacional.
Já imaginaram o dia a dia dos estudantes do ensino fundamental e médio por lá? É um mundo à parte! Venham comigo, vamos desvendar todos os detalhes e curiosidades por trás desse universo educacional tão único.
Claro, vamos mergulhar de cabeça no universo educacional sul-coreano, com aquele toque pessoal e humano que vocês já conhecem!
A Rotina Insana dos Pequenos Gênios Coreanos

Gente, preparem-se, porque a rotina de um estudante coreano, mesmo os mais jovens, é de tirar o fôlego! Eu, que sempre imaginei a infância como um período de brincadeiras e descobertas leves, fiquei chocada ao descobrir o quão intensas são as jornadas diárias desses jovens. Desde cedo, as crianças são imersas em um ambiente que respira competitividade e desempenho acadêmico, o que molda cada hora do seu dia. Pensei em como seria ter essa pressão desde tão pequeno, e confesso que me deu um aperto no coração. Não é apenas a escola regular, que por si só já é exigente, mas a maratona de estudos que se estende muito além dos muros da sala de aula. É quase como se o relógio deles tivesse mais horas que o nosso, e todas elas voltadas para o aprendizado. Lembro-me de uma vez que assisti a um documentário sobre o assunto e vi um garotinho de apenas sete anos já carregando uma mochila cheia de livros para as aulas extras. Aquilo me fez pensar: onde fica o tempo para ser criança, para explorar o mundo sem a pressão dos exames? É um sistema que, de fato, produz resultados notáveis, mas a que custo, não é mesmo?
Manhãs Que Começam Antes do Sol
A primeira coisa que me chamou a atenção foi a hora em que o dia letivo realmente começa para muitos. Esqueçam o despertador tocando às 7h para ir para a escola! Para alguns estudantes, a jornada se inicia bem antes das 8h da manhã, com atividades preparatórias ou até mesmo aulas extras antes do horário oficial. A escola regular costuma ir das 8h30 às 16h, com uma pausa para o almoço. Mas não se enganem, isso não significa que o dia de estudos termina aí. Pelo contrário, essa é apenas a primeira etapa de uma verdadeira maratona. É um ritmo que exige uma disciplina quase militar, e que, na minha opinião, demonstra uma força de vontade incrível por parte desses jovens. Eles não estão apenas aprendendo matérias; estão internalizando um valor cultural profundo de dedicação e esforço inabalável.
Noites Dedicadas aos Livros e Cadernos
Após o término das aulas regulares, a maioria dos estudantes coreanos, e falo da grande maioria mesmo, não volta para casa. Eles seguem para as bibliotecas escolares ou, mais comumente, para os famosos hagwons. Lá, a jornada de estudos se estende por muitas horas, com alguns chegando a estudar até a meia-noite, ou até mais tarde, apesar das regulamentações que tentam limitar o horário. É um ciclo que, honestamente, me deixou exausta só de imaginar. Muitos só chegam em casa por volta das 23h, depois de terem cumprido todas as suas obrigações acadêmicas. Eu, sinceramente, não sei como eles conseguem. A persistência e o foco são admiráveis, mas é impossível não questionar o impacto disso no bem-estar geral, na saúde física e mental dos jovens. É um sistema que valoriza o sucesso a qualquer custo, e a gente vê os reflexos disso em diversas esferas da vida deles.
O Universo Além da Sala de Aula: As Famosas Hagwons
Ah, os hagwons! Confesso que antes de mergulhar nesse universo, eu pensava que eram apenas “cursinhos” como os nossos, mas me enganei profundamente. Eles são muito mais do que isso; são uma peça fundamental, quase onipresente, na engrenagem educacional sul-coreana. É impressionante como se tornaram um pilar tão central, a ponto de ser difícil imaginar o sistema sem eles. Andando pelas ruas das cidades coreanas, a gente vê a profusão de placas e anúncios de hagwons, especializados em tudo que vocês podem imaginar: matemática, inglês, ciências, artes, música, e até preparação para o temido Suneung, o vestibular coreano. Eu mesma, quando comecei a aprender coreano, me peguei pesquisando sobre as aulas particulares por lá e percebi que a oferta é gigantesca, com uma qualidade de ensino que realmente impressiona. Mas, claro, toda essa excelência e demanda têm um preço, e não falo só do financeiro.
Mais que Reforço, uma Necessidade Social
As hagwons surgiram para complementar a educação pública, oferecendo instrução especializada e um reforço acadêmico que muitos alunos e pais sentem ser essencial para acompanhar o ritmo da escola regular e, mais importante, para se destacar. O interessante é que não se trata apenas de alunos com dificuldades; até mesmo os que já se saem bem procuram os hagwons para aprimorar ainda mais seus conhecimentos. É uma espécie de “nivelamento por cima”, onde a busca por uma vantagem competitiva é constante. Muitas vezes, os próprios estudantes pedem para ir aos hagwons para estarem com seus amigos, o que mostra um lado social inesperado dessas academias. Para mim, isso reflete como a cultura de estudo é intrínseca e como a socialização muitas vezes se entrelaça com o ambiente acadêmico.
O Custo Elevado da Vantagem Competitiva
Aqui vem a parte que me fez refletir muito: o custo. Os hagwons são instituições privadas e, claro, cobram por seus serviços. E não são valores baixos, viu? Estudos indicam que a Coreia do Sul é um dos países mais caros para criar um filho, e uma parcela significativa desses gastos é destinada às aulas particulares. Essa realidade me fez pensar sobre a disparidade social que pode ser criada, onde famílias com mais recursos podem oferecer aos seus filhos as melhores e mais intensivas preparações, enquanto outras ficam em desvantagem. O governo coreano até tentou reprimir esses hábitos de estudo excessivos e os custos, impondo limites de horário para as hagwons, como o fechamento às 22h, mas a prática nem sempre é cumprida, e alguns oferecem até aulas de madrugada. É um ciclo vicioso que mostra a força da “febre da educação” no país. É uma situação complexa, que levanta discussões importantes sobre equidade e acesso à educação de qualidade para todos.
A Pressão Invisível e o Foco Implacável no Desempenho
Gente, se tem algo que me impressionou profundamente no sistema educacional coreano, é a intensidade da pressão que recai sobre os estudantes. Não é uma pressão qualquer, é algo quase palpável, que vem de todas as direções: pais, professores, colegas e, por que não dizer, da própria sociedade. Desde que comecei a me aprofundar nesse tema, percebo que essa busca implacável por resultados é um traço cultural enraizado, que se manifesta desde a educação básica até o ensino superior. A sociedade sul-coreana atribui um valor enorme ao ensino superior, e a graduação em uma universidade de prestígio é vista como a chave para uma vida de sucesso, status social e boas perspectivas de casamento e carreira. Eu, que valorizo tanto a liberdade de escolha e a exploração de diferentes caminhos, me pego pensando em como é viver com um futuro tão pré-determinado pelas notas. É como se a vida inteira fosse um grande exame, onde cada etapa precisa ser vencida com excelência para se alcançar o próximo nível.
O Peso das Expectativas Familiares e Sociais
O sucesso acadêmico na Coreia do Sul não é apenas uma conquista individual; é um motivo de orgulho para toda a família. É como se os filhos carregassem nos ombros os sonhos e aspirações de seus pais e avós, que veem na educação o principal motor de mobilidade social. Essa é uma diferença cultural enorme para nós, não é? Lembro-me de uma conversa com uma amiga coreana que me contou sobre as intermináveis sessões de estudo em grupo e a sensação de que, se ela não tirasse notas perfeitas, estaria desapontando a todos. A pesquisa da OCDE que mostra que 97% dos estudantes coreanos têm como meta concluir o ensino superior só reforça essa mentalidade. É uma força motriz poderosa, mas que também vem acompanhada de um fardo emocional pesado. Como blogueira, sinto a responsabilidade de apresentar essa realidade com toda a sua complexidade, mostrando que nem tudo são flores, mesmo em um sistema tão eficiente.
Consequências da Busca Incessante pela Perfeição
Infelizmente, toda essa pressão tem um lado sombrio. O estresse psicológico é uma realidade na vida de muitos jovens coreanos, e as altas taxas de suicídio entre adolescentes são uma das consequências mais trágicas desse cenário. É de partir o coração pensar que essa busca incessante pela perfeição acadêmica pode levar a tais extremos. Já vi relatos de K-dramas escolares que, apesar de ficcionais, retratam muito bem essa dura realidade, com estudantes pensando em se machucar devido à pressão. O governo e as escolas têm implementado programas focados no bem-estar emocional e mental, como o “School Mental Health Resource Center”, e há um esforço para reduzir as horas de estudo. Mas a cultura é tão forte que a mudança é um processo lento e delicado. Como alguém que se preocupa genuinamente com as pessoas, desejo que encontrem um equilíbrio, onde o sucesso não seja medido apenas por notas, mas pela felicidade e saúde de seus jovens.
Mais Que Livros: A Importância da Disciplina e do Respeito
Quando a gente olha de fora, o sistema educacional coreano pode parecer focado exclusivamente em notas e resultados de exames. Mas, ao me aprofundar, percebi que existe um pilar igualmente forte e talvez até mais fundamental que sustenta toda essa estrutura: a disciplina e o respeito. Esses valores são cultivados desde muito cedo e não se limitam apenas à sala de aula, permeiam a vida cotidiana dos estudantes. Não é à toa que a Coreia do Sul é um país com índices tão altos de desempenho acadêmico em avaliações internacionais como o PISA. Acredito que essa base sólida de disciplina e a valorização do respeito à hierarquia, aos mais velhos e aos professores são essenciais para que um sistema tão rigoroso funcione. Fico pensando em como seria se conseguíssemos replicar essa ética de trabalho e esse senso de responsabilidade aqui, adaptando-os à nossa realidade, claro. É inspirador ver como esses princípios são incorporados ao dia a dia, preparando os jovens não só para os desafios acadêmicos, mas para a vida em sociedade.
A Ética de Trabalho desde a Infância
A disciplina e a dedicação são pilares do sucesso educacional coreano, e isso se traduz em uma ética de trabalho impressionante. Os alunos coreanos estão entre os que mais estudam no mundo, e essa cultura de estudo intenso é reforçada constantemente. Lembro de ver em alguns relatos que o tempo de estudo diário pode chegar a 16 horas no ensino médio! É uma dedicação que vai além do que muitos de nós estamos acostumados. Isso não é apenas imposto, mas é algo que os próprios alunos internalizam como parte de sua jornada para o sucesso. Desde cedo, eles aprendem que o esforço contínuo e a perseverança são recompensados. Eu mesma, quando sinto que preciso de um gás extra em algum projeto, me lembro dessa garra coreana e penso: “Se eles conseguem, eu também consigo dar o meu melhor!”. É uma inspiração de que o trabalho árduo, de fato, pavimenta o caminho para a excelência.
Respeito e Hierarquia no Ambiente Escolar
Outro aspecto que me fascina é o profundo respeito pela hierarquia e pelos mais velhos, algo muito presente na cultura confucionista que ainda influencia fortemente a Coreia. No ambiente escolar, isso se traduz em um respeito quase reverencial pelos professores. A valorização dos docentes é um fator chave, com investimentos na capacitação e altos salários, especialmente na educação básica. Lembro de um artigo que li que dizia que os professores na Coreia do Sul eram altamente respeitados, o que naturalmente atrai bons profissionais e eleva o nível do ensino. Infelizmente, tenho visto algumas notícias recentes sobre professores sofrendo pressão e até se sentindo ameaçados por pais superprotetores, o que é um sinal preocupante de que até mesmo um sistema tão robusto enfrenta seus desafios. Mas, no geral, a base de respeito e disciplina continua sendo um pilar fundamental que, a meu ver, contribui enormemente para a ordem e a produtividade nas escolas.
O Papel Crucial da Família na Jornada Educacional

Não dá para falar sobre a educação coreana sem mencionar o papel central e, muitas vezes, esmagador que a família desempenha. É algo que me faz pensar sobre as diferenças culturais e o que realmente significa “investir” nos filhos. Na Coreia do Sul, o sucesso educacional de uma criança não é apenas um feito individual; é uma responsabilidade coletiva da família e um marcador inegável de orgulho e status social. Eu, que venho de uma cultura onde o apoio familiar é importante, mas a autonomia individual é igualmente valorizada, fico refletindo sobre a intensidade desse envolvimento. É como se a trajetória educacional dos filhos fosse um projeto de vida para os pais, e eles dedicam tempo, energia e, claro, muitos recursos financeiros para garantir que os filhos tenham todas as oportunidades de prosperar. Essa dedicação é admirável, mas também levanta questões sobre os limites entre apoio e pressão.
Investimento Máximo, Expectativas Altíssimas
Os pais coreanos veem a educação como a porta de entrada para a classe média e a chave para a mobilidade social de seus filhos. Por isso, o investimento na educação é altíssimo, ultrapassando, muitas vezes, os gastos com moradia e alimentação em famílias de baixa renda. É uma “febre da educação”, como é chamada por lá, que movimenta bilhões anualmente e reflete uma crença profunda de que o futuro dos filhos está diretamente ligado ao seu desempenho acadêmico. Eu imagino a angústia de muitos pais que se esforçam ao máximo para proporcionar as melhores condições de estudo, muitas vezes se privando de outras coisas. Eles não medem esforços para matricular os filhos nas melhores hagwons, comprar os materiais mais caros e garantir que cada minuto seja otimizado para o aprendizado. Essa dedicação, para mim, mostra um amor imenso, mas também um temor profundo de que seus filhos fiquem para trás em uma sociedade tão competitiva.
O Equilíbrio Delicado entre Apoio e Pressão
No entanto, essa dedicação intensa dos pais nem sempre se traduz em um ambiente leve. A linha entre apoiar e pressionar pode ser muito tênue, e muitos estudantes sentem o peso das expectativas familiares de forma avassaladora. Já li sobre casos em que os pais chegam a entrar em conflito com os professores, exigindo mais dos filhos ou questionando métodos, tudo em busca de melhores notas. Isso me fez refletir sobre a importância de um diálogo aberto e de um equilíbrio saudável entre o desempenho acadêmico e o bem-estar emocional das crianças e adolescentes. O governo coreano, ciente dessas tensões, tem tentado implementar políticas que visam reduzir o estresse financeiro e mental, como a regulamentação dos hagwons e o incentivo a uma educação mais equilibrada. É um desafio cultural gigantesco, mas fundamental para que as novas gerações possam florescer de forma mais integral.
Um Olhar para o Futuro: Vestibulares e Sonhos Ambiciosos
E chegamos ao ponto culminante da jornada educacional coreana: os exames de admissão à universidade, ou o famoso Suneung (College Scholastic Ability Test – CSAT). Ah, meus amigos, se tem um dia que paralisa o país, é esse! É o ápice de anos de estudo intenso e a grande prova que, para muitos, define o caminho da vida. Quando soube dos detalhes desse dia, confesso que me arrepiei. A Coreia do Sul se transforma: voos são atrasados, o trânsito é controlado para evitar atrasos dos alunos, bancos e escritórios abrem mais tarde, e até a polícia oferece caronas para quem está atrasado. É uma mobilização nacional que demonstra o peso cultural e social que esse exame carrega. Para mim, isso é um testemunho da seriedade com que a educação é encarada, mas também um lembrete da imensa pressão que esses jovens enfrentam. É o dia em que sonhos ambiciosos de entrar em uma das universidades “SKY” (Seoul National University, Korea University e Yonsei University) se concretizam ou se desfazem.
O Grande Dia: Suneung e Suas Implicações
O Suneung é uma prova exaustiva, com duração de 8 horas, que cobre diversas áreas do conhecimento: coreano, matemática, inglês, ciências sociais, ciências da natureza, educação vocacional e língua estrangeira. O desempenho nesse exame é o principal critério para a admissão nas universidades de elite, que, por sua vez, abrem as portas para os melhores empregos em grandes conglomerados como Samsung, Hyundai e LG. Eu, que já passei por meus vestibulares, imagino a tensão de ter um único dia definindo tanto. Não é apenas a pontuação que importa, mas a colocação em um ranking extremamente competitivo. É uma prova de resistência física e mental, um verdadeiro rito de passagem. Recentemente, o governo até tentou retirar as “questões assassinas” (perguntas extremamente difíceis que exigiam tutoria extra) para aliviar o estresse dos alunos e a dependência dos hagwons, mas o espírito competitivo permanece forte. É um sistema que valoriza a excelência e a meritocracia ao extremo.
Além do Suneung: Um Caminho para a Vida Adulta
Para muitos, o Suneung não é apenas o fim do ensino médio, mas o início de uma nova fase da vida. Aqueles que obtêm sucesso entram em universidades prestigiadas, que são tidas como garantia de um futuro promissor. Mais de 80% dos graduados do ensino médio sul-coreano vão para a universidade, o que resulta em uma das forças de trabalho mais educadas do mundo. É de se admirar a paixão pela excelência que impulsionou o país a se reerguer e se tornar uma potência econômica global. No entanto, o sistema não é isento de críticas. Há quem diga que essa estrutura rígida e hierárquica pode sufocar a criatividade e a inovação. Eu, particularmente, acredito que é um eterno desafio equilibrar a busca por resultados com o desenvolvimento de habilidades mais amplas e o bem-estar dos indivíduos. Mas uma coisa é certa: a jornada educacional na Coreia do Sul é uma força poderosa que molda não apenas os indivíduos, mas o destino de toda a nação.
Desafios e Debates: O Outro Lado da Moeda
Depois de mergulhar tão fundo nesse universo educacional coreano, é impossível não notar que, por trás de todo o brilho e sucesso nos rankings internacionais, existem desafios profundos e debates acalorados. É como se a busca incessante pela perfeição acadêmica, embora tenha levado o país a patamares impressionantes, também cobrasse um preço alto. E não estou falando apenas de dinheiro, mas de um custo humano, emocional e social que me faz refletir. Eu sempre procuro ver todos os lados de uma história, e aqui não é diferente. Por mais que admire a disciplina e a dedicação, os dilemas que emergem desse sistema me preocupam bastante. É um cenário complexo, onde a pressão se torna um fator constante na vida dos jovens, e isso, infelizmente, traz consequências que não podemos ignorar.
O Alto Preço da Excelência: Saúde Mental
Um dos aspectos mais dolorosos e preocupantes que encontrei foi o impacto na saúde mental dos estudantes. A pressão extrema para ter sucesso acadêmico, a rotina exaustiva e a competitividade feroz contribuem para altos níveis de estresse, ansiedade e, tragicamente, taxas elevadas de suicídio entre adolescentes. Eu, como uma pessoa que valoriza o bem-estar acima de tudo, fico com o coração apertado ao ler sobre incidentes como os de Busan, onde estudantes tiraram a própria vida devido à pressão. É um lembrete gritante de que o sucesso acadêmico não pode ser a única métrica de uma vida bem-sucedida. O governo e as escolas estão começando a reconhecer a gravidade da situação, implementando programas de apoio psicológico e buscando formas de aliviar a carga. Mas a mudança cultural é um processo lento, e o desafio é imenso. Meu desejo é que encontrem um caminho para valorizar tanto o intelecto quanto a alma de seus jovens.
Disparidade Social e Acesso à Educação de Qualidade
Outro ponto que me intriga e, ao mesmo tempo, me entristece é a questão da disparidade social. Embora o sistema público seja de qualidade, a dependência das hagwons para obter uma vantagem competitiva acaba criando uma barreira. Famílias mais ricas podem arcar com as melhores academias, enquanto as com menos recursos lutam para acompanhar, ou ficam para trás. Isso perpetua um ciclo de desigualdade, onde o acesso a uma educação complementar de ponta se torna um luxo. O debate sobre a privatização da educação infantil e o custo de criar um filho na Coreia do Sul, que é o mais caro do mundo, é real e urgente. Eu acredito firmemente que uma sociedade próspera é aquela que oferece oportunidades equitativas para todos, independentemente da condição socioeconômica. É um paradoxo em um país que se orgulha tanto de sua educação. Espero que as reformas continuem avançando para construir um sistema mais inclusivo e justo para todos os seus jovens.
| Aspecto da Vida Estudantil | Descrição Típica (Ensino Fundamental e Médio) |
|---|---|
| Início do Dia Escolar | Normalmente antes das 8h, com aulas começando às 8h30. |
| Período de Aulas Regulares | Das 8h30 às 16h, com pausa para o almoço. |
| Atividades Pós-Escola | Estudos adicionais em bibliotecas ou Hagwons (academias privadas). |
| Término da Jornada de Estudos | Comum que se estenda até 22h, 23h ou mais tarde. |
| Pressão Acadêmica | Altíssima, vinda de pais, professores e sociedade, focada no Suneung e universidades de prestígio. |
| Foco Disciplinar | Forte ênfase em disciplina, respeito à hierarquia e ética de trabalho. |
글을 마치며
Nossa jornada pelo sistema educacional sul-coreano foi, sem dúvida, uma verdadeira imersão em um universo de dedicação, disciplina e uma busca incansável pela excelência. Confesso que, ao longo deste post, senti uma mistura de admiração pela garra desses jovens e de preocupação com a intensidade dessa rotina. É fascinante ver como uma nação se mobiliza em torno da educação, mas também é crucial refletir sobre os custos humanos e sociais que essa pressão pode gerar. Como uma apaixonada por culturas, entendo que cada sociedade tem suas prioridades, e a Coreia do Sul, inegavelmente, elevou a educação a um patamar que pouquíssimos países conseguem igualar. Espero que esta exploração tenha acendido em vocês a mesma curiosidade e o desejo de entender mais profundamente como a educação molda o destino de um povo.
알아두면 쓸mo 있는 정보
1. As “hagwons” não são apenas escolas de reforço; elas são uma parte integral e quase obrigatória da jornada educacional coreana, ditando grande parte do tempo pós-aula dos estudantes e sendo um pilar essencial para a competitividade acadêmica. É quase impossível não frequentar uma se você busca uma universidade de ponta.
2. O Suneung, o exame de admissão universitária, é um evento de proporções nacionais que paralisa o país por um dia. Sua pontuação é determinante para o futuro acadêmico e profissional, e o nível de preparo para ele começa anos antes. É o verdadeiro divisor de águas na vida de muitos jovens.
3. A disciplina e o respeito à hierarquia, influenciados pela cultura confucionista, são pilares fundamentais no ambiente escolar coreano. Isso se reflete na valorização dos professores e na ética de trabalho dos alunos, que dedicam longas horas aos estudos sem questionar.
4. Os pais coreanos investem uma quantidade significativa de tempo e dinheiro na educação de seus filhos, vendo-a como a chave para o sucesso e a mobilidade social. Essa dedicação pode levar a gastos familiares elevados e a uma grande pressão sobre os estudantes para corresponderem às expectativas.
5. Embora o sistema produza resultados acadêmicos excepcionais, ele também enfrenta desafios como o estresse psicológico e a saúde mental dos jovens. Há um debate crescente sobre a necessidade de equilibrar a busca pela excelência com o bem-estar e o desenvolvimento integral dos estudantes.
중요 사항 정리
O sistema educacional sul-coreano é caracterizado por sua intensidade e foco implacável no desempenho acadêmico. A rotina dos estudantes é extremamente exigente, com longas horas de estudo que se estendem da escola regular para as academias privadas, as “hagwons”. A pressão é constante, vinda da família, da sociedade e da própria cultura competitiva, culminando no Suneung, um exame de admissão universitária de alto impacto. Embora essa abordagem resulte em excelentes índices de sucesso educacional e uma força de trabalho altamente qualificada, ela também gera debates importantes sobre o bem-estar dos alunos, os custos financeiros para as famílias e a equidade no acesso à educação complementar de alta qualidade. É um sistema que, de um lado, inspira pela dedicação e disciplina, e de outro, nos faz questionar os limites da busca pela perfeição.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Qual é a rotina diária de um estudante do ensino fundamental ou médio na Coreia do Sul? É tão intensa quanto dizem?
R: Ah, essa é uma pergunta que sempre me fazem, e a resposta é um sonoro “sim, é ainda mais intensa do que se imagina!”. Pela minha experiência e o que observei, a vida de um estudante coreano, seja no ensino fundamental ou médio, é realmente um ciclo contínuo de estudos.
Eles começam o dia cedo, por volta das 8h30, com aulas na escola que se estendem até o meio da tarde, geralmente às 16h ou 17h. Mas não pensem que o dia acaba aí!
A maioria esmagadora não vai para casa após a escola. Pelo contrário, muitos ficam na própria escola para sessões de estudo adicionais ou vão direto para os famosos “hagwons” (academias particulares).
É comum que só voltem para casa perto das 22h ou até 23h, e ainda têm dever de casa para fazer. Já vi relatos de estudantes que passam até 14 ou 16 horas por dia dedicados aos estudos.
É uma maratona diária que me deixou chocada, pois o tempo para lazer ou mesmo para um sono adequado é muito, muito limitado. É um ritmo que me fez refletir muito sobre o equilíbrio entre dedicação e bem-estar.
P: A pressão acadêmica na Coreia é realmente tão grande? Como isso afeta os alunos mais jovens?
R: A pressão acadêmica na Coreia do Sul é um capítulo à parte, meus amigos. É algo palpável, que permeia a sociedade desde a infância. Não é apenas uma questão de tirar boas notas, mas sim de garantir um futuro que, na visão coreana, está intrinsecamente ligado à entrada em uma das universidades de prestígio.
Essa busca incessante pela excelência é um reflexo do valor que a sociedade atribui à educação como um pilar para a mobilidade social e sucesso profissional.
Para os alunos mais jovens, isso se traduz em um ambiente extremamente competitivo, onde a comparação é constante e a expectativa dos pais, professores e da própria sociedade é imensa.
A consequência mais triste e alarmante dessa pressão toda é o impacto na saúde mental dos estudantes. Infelizmente, a Coreia do Sul tem enfrentado altas taxas de estresse, depressão e até mesmo suicídio entre adolescentes, diretamente relacionados a essa cobrança acadêmica intensa.
É um lado sombrio de um sistema que, apesar de produzir resultados acadêmicos impressionantes, cobra um preço emocional muito alto de seus jovens.
P: O que são os famosos “hagwons” e quão importantes eles são para os estudantes coreanos?
R: Ah, os “hagwons”! Essa é uma palavra que vocês vão ouvir muito ao falar sobre a educação coreana. Basicamente, são instituições educacionais privadas com fins lucrativos, que funcionam como escolas de reforço ou academias especializadas.
Desde matemática e inglês até preparação para o temido exame de admissão à universidade (o Suneung), os hagwons cobrem uma infinidade de matérias e propósitos.
Eles são de uma importância colossal no sistema educacional coreano. Não é exagero dizer que a maioria dos estudantes coreanos, de todas as idades, frequenta pelo menos um hagwon, e muitos chegam a frequentar vários, somando horas e mais horas de estudo depois da escola regular.
O que me chamou a atenção é que os hagwons não são apenas para quem está com dificuldades, mas principalmente para quem quer se destacar, garantir uma vantagem competitiva na corrida por uma vaga nas melhores universidades.
É um mercado bilionário que, apesar de complementar o ensino público, também acentua as desigualdades, pois famílias mais ricas podem bancar os hagwons mais renomados, dando aos seus filhos uma vantagem ainda maior.
É uma peça central, quase obrigatória, no quebra-cabeça da vida estudantil coreana.






